Evento realizado em comemoração aos 95 anos da imigração japonesa e 86 anos do aniversário do Bairro de Vila Carrão.
Na gestão do presidente Sr Yoshiharu Chibana, a Associação Okinawa de Vila Carrão realizou, no dia 14 de setembro de 2003, no Clube da Cidade Vila Manchester, o 1º Festival de Primavera Bon-Odori.
O evento coordenado pelo Sr Hiroharu Takayasu contou com o apoio e participação da subprefeitura (Sr Eduardo Uyeta, subprefeito da época) e também da Paróquia Santa Marina que montou barracas de alimentação e bebidas no campo juntamente com a barraca do departamento fujinkai, que preparou o delicioso “Okinawa Sobá”.
Dez barracas foram instaladas no campo para atender o público que prestigiou o evento e dançou o tradicional Bon Odori*.
A programação artística girava em torno do Bon Odori, onde o público participava alegremente ao som de músicas festivas, mas também contava com várias apresentações de grupos da comunidade local, já que o evento também ocorria em comemoração aos 86 anos do Bairro da Vila Carrão.
*O Bon Odori é um festival de tradição budista que tem suas origens na China. Durante o Bon celebram-se as almas dos antepassados com danças em grupo.
Apesar de análogo ao dia dos finados, durante o Bon são tocadas músicas tradicionais alegres e, sobretudo, predomina um clima de jovialidade, gratidão e participação geral.
O Bon Odori também foi usado pelos antigos aldeões para agradecer as colheitas e aos deuses, mais tarde foi sendo utilizado cada vez mais como uma dança folclórica tradicional para os matsuris (festivais).
Em 2004, sob a coordenação do diretor Tério Uehara, ocorre mudança no conceito do festival. A começar pelo título do evento, o festival passa a ter como principal foco a divulgação da cultura okinawana. 
A mudança também ocorre no formato e estrutura da festa. O evento passa a ser realizado no sábado, com o objetivo de poder estender a programação até o escurecer, quando o matsuri passa a ter um charme especial, iluminado pelos tyotins (lanternas decorativas japonesas).
As barracas passaram a ser montadas por empresa especializada e aumentaram de 10 para 25, visando trazer mais opções de alimentação e variedades de souvenires ao público.
E, para proporcionar maior conforto ao público visitante, são locadas mesas, cadeiras e banheiros químicos. A estrutura de palco, som e iluminação também passa ao comando de profissionais experientes na montagem de grandes eventos.
E, visualmente, as principais mudanças: uma enorme tenda, do tipo circo, é montada no centro do campo e noboris coloridos (bandeiras verticais) com o nome do festival tremulam por toda parte. As crianças também ganham um espaço próprio, com tobogãs, pula-pula, touro-mecânico e várias outras brincadeiras para se divertirem.
A programação, como sugeria o novo título do evento, além do festivo Bon Odori, passou a priorizar manifestações artísticas da cultura okinawana. Mas além das danças típicas e apresentações musicais, a partir deste ano o Festival passa a contar com a participação das academias de Karatê e Kobudô. O público também curtiu o Brasilian Show, que fez a platéia vibrar ao som do Carnaval e Samba, expressão maior da alegria do povo brasileiro.
E para finalizar o festejo o cenário não poderia ser mais belo: vários tyotins iluminando o campo, e, no auge da festa, quando o público dançava ao som do katchachi, é surpreendido com uma mega queima de fogos. Foi emocionante.
Sob coordenação do diretor Tamotsu Komesu o 3º Okinawa Festival ocorre com grande sucesso.
Baseados na experiência do ano anterior, a comissão organizadora é ousada e contrata duas enormes tendas do tipo circo, ou seja, o festival passa a oferecer o dobro da área coberta aos visitantes.
A fim de instalar tais coberturas, houve necessidade de se alterar o layout da festa. O palco é transferido para o extremo esquerdo do campo e as barracas de alimentação, assim como o local para o público assistir às apresentações, ficam com um espaço muito confortável para circulação.
O resultado não poderia ter sido melhor. O público mais uma vez aprova as inovações e lota as dependências do Clube Escola Vila Manchester.
A programação segue nos moldes do ano anterior e a festa se estende até o final da noite, sempre num clima muito alegre e de energia contagiante.
Em 2006, a Associação Okinawa da Vila Carrão completava 50 anos de fundação. E, para comemorar este grande acontecimento, a comissão organizadora se empenhou para preparar uma festa grandiosa. O coordenador deste evento foi o diretor Kiyoshi Onaga.
A parceria firmada com o Banco Sudameris como Patrocinador Oficial do evento, possibilitou a comissão investir pesado na estrutura da festa, proporcionando ao público maior conforto.
O evento passa a contar com gerador de energia próprio, são instalados postes de iluminação, telões entre outros itens de segurança, além de passar a contar com empresas terceirizadas de limpeza e segurança.
Manteve-se o layout do ano anterior, mas devido ao crescimento do público foram montadas 40 barracas para atender a demanda. Novamente o evento bate recorde de público.
Em 2007, o Okinawa Festival passa a fazer parte do Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, através da Lei 14.437 de 14/06/2007, de autoria do vereador Ushitaro Kamia. 
O Okinawa Festival é um evento sem finalidade lucrativa. Realizado com a colaboração dos associados e patrocínio de empresas privadas, tem por finalidade a divulgação da cultura japonesa e okinawana, principalmente aos não descendentes.
Com o estrondoso aumento de público a cada edição, corria-se risco de a estrutura do evento tornar-se insuficiente para garantir o bom andamento da festa, já que a cada ano o custo tornava-se proporcionalmente mais elevado.
O vereador Kamia, sensibilizado com sacrifício dos associados para custear com recursos próprios o evento, buscou o apoio da SPTuris. E, graças ao seu empenho, desde 2007 obtivemos um grande aporte na infra-estrutura do festival.
Em 2007, sob a coordenação do diretor Sérgio Kohatsu, com o apoio do Vereador Kamia e da Prefeitura de São Paulo, através da SPTuris, o 5º Okinawa Festival toma outra dimensão. Sucesso, novamente.
Em 2008 comemoramos os 100 anos da imigração japonesa ao Brasil.
A comunidade okinawana também se preparava para recepcionar 1.600 visitantes estrangeiros que viriam especialmente para as comemorações do centenário da imigração okinawana ao Brasil.
O diretor da Associação Okinawa Kenjin do Brasil (AOKB), e Vice presidente da Associação Okinawa de Vila Carrão (AOVC), Tério Uehara, foi designado para presidir a comissão do desfile do centenário.
Com o apoio do Presidente da AOVC, Sr Mario Shinzaki, diretoria da AOKB, associados e do Presidente da Comissão Organizadora do 6º Okinawa Festival, Sr Rui Chibana, o Festival foi antecipado em um mês, para que pudéssemos promover não só um grande desfile, mas acima de tudo uma grande festa em comemoração ao centenário.
A estrutura da festa foi totalmente modificada para receber os 1.600 visitantes do exterior e as diversas caravanas vindas de todo Brasil.
Com o apoio do vereador Kamia, a SPTuris trouxe para a Vila Carrão uma estrutura jamais vista.
Uma enorme cobertura de 1.000m², com piso acarpetado, foi montada no centro do campo para as apresentações, ladeada por mais de 100 barracas de alimentação/souvenires.
A arquibancada foi completamente reformada e coberta para acomodar os milhares de visitantes. As ruas ao redor do Clube da Cidade Vila Manchester foram interditadas para o desfile. 
Um iluminado portal – que já se tornou um marco do festival – foi criado para receber o público, dentre eles o Prefeito de São Paulo, Sr Gilberto Kassab, a vice governadora de Okinawa, Sra Katsuko Asato, o presidente da assembléia legislativa, Sr Zenshin Takamine, e vários prefeitos e vereadores de diversos municípios de Okinawa.
Enfim, uma festa a altura das tradições okinawanas no Brasil foi realizada com estrondoso sucesso.
Outra grande notícia: com o apoio do Dep. Federal Walter Ihoshi, o Okinawa Festival foi homologado no Ministério do Turismo, possibilitando o recebimento de recursos da emenda parlamentar do deputado, que foi imprescindível para a realização da festa.
A 6ª edição do Okinawa Festival, definitivamente, foi um marco para a cultura okinawana no Brasil e mudaria, de vez, o conceito do evento.
A repercussão e sucesso da 6ª edição geraram grande expectativa com relação ao próximo Festival. Não só entre os organizadores, mas, principalmente, para o público.
Preocupados em realizar novamente um grande evento, a comissão organizadora do 7º Okinawa Festival, presidida pelo Sr Eduardo Uyeta, iniciou os trabalhos com bastante antecedência.
Graças aos patrocinadores e colaboradores, que compreenderam a importância de se manter a grandiosa estrutura da festa, tivemos um engajamento surpreendente.
Além de a estrutura física ser mantida pela SPTuris, novamente graças ao empenho do vereador Kamia, neste ano também contamos com a importante participação do Ministério do Turismo, através de emenda parlamentar do deputado Walter Ihoshi.
Inovações: a partir desta edição o festival passou a contar com o Espaço Saúde, onde o publico pode conferir a pressão arterial, glicemia, dentre outras avaliações médicas, totalmente gratuitas. Outra novidade: o palco recebeu um enorme telão de led, onde as apresentações eram transmitidas em tempo real.
Recorde de público, novamente. Recorde de arrecadação de alimentos, novamente.
O 7º Okinawa Festival arrecadou 7 toneladas de alimentos, que foram destinadas a entidades assistenciais.
A grande novidade foi a realização do evento em 2 dias, sábado e domingo.
A comissão organizadora, presidida por Seiti Hanashiro, enfrentava um novo desafio.
Na realidade, desde a realização da 6ª edição já havíamos sendo “carinhosamente cobrados”, pelos visitantes e pela SPTuris, para que o evento fosse realizado em 2 dias.
Após muitas reuniões, cálculos (pois os custos quase duplicariam), consultas aos grupos artísticos (o dobro de apresentações), ficou definido a realização em dois dias.
Quando tudo parecia correr as mil maravilhas... recebemos um banho de água gelada. Uma reforma no Clube da Cidade, que envolvia o principal espaço (campo de futebol), comprometeria a realização da festa.
A reforma previa a troca do alambrado, que passaria a ser fixo (nas edições anteriores era removido e depois recolocado), e sem acesso para a arquibancada e barracas de alimentação, o que inviabilizaria a realização do festival, pois além de impossibilitar a circulação comprometeria a segurança do público.
Estávamos às vésperas da festa diante deste impasse. Solicitamos a intervenção do vereador Kamia, que prontamente atendeu aos nossos apelos e apresentou nossa reivindicação.
Conseguimos demonstrar a dimensão e importância do evento, que se tornou a maior festa da região sudeste da capital.
Sensibilizados, atenderam a solicitação e as modificações foram adaptadas às necessidades do evento. Ufa.
A programação de shows foi intensa nos dois dias, com destaque para o cantor e apresentador Yudi (do SBT) e Ilusionista Mário Kamia (Record).
Segundo o Prefeito Gilberto Kassab, que participa todos os anos do Festival: "Este evento é um dos mais tradicionais de São Paulo e faz parte do calendário oficial da Cidade por sua importância.
A comunidade Japonesa é uma das mais queridas da Cidade e conta com uma representação expressiva aqui nesta festa, o que nos dá a oportunidade de mostrar um pouco da cultura japonesa para aqueles que ainda não conhecem e a oportunidade de encontrar suas raízes para aqueles que nasceram ou tiveram seus pais, avós e bisavós nascidos no Japão".
O 8º Okinawa Festival arrecadou 11 toneladas de alimentos, que foram destinadas a entidades assistenciais. 